Concerto Brahms & Britten

Johannes Brahms e Benjamin Britten.

Johannes Brahms e Benjamin Britten.

Realizaremos, daqui a pouco, o concerto Brahms & Britten. O encerramento de uma etapa de trabalho que pretendeu ampliar os conhecimentos do coro, não só de repertório, mas de peculiaridades técnicas corais presentes nas escolas alemãs e inglesas. Para um coro que tem como missão a busca da emoção, o domínio de elementos de expressividade é essencial e, principalmente em Brahms, mudanças de caráter através de constantes alterações de andamentos, dinâmicas, articulações e alturas, nos proporcionam terreno propício a um aprendizado imensurável. Aqueles que ainda crêem que música não se faz com esforço, somos a prova viva de que somente o aperfeiçoamento, a insistência no aprendizado e o estudo, podem nos levar ao sucesso naquilo que nos propomos. Há dez anos, interpretamos o Liebeslieder (Canções de amor), conseguindo um resultado muito satisfatório. O que muda nessa releitura? Musicalmente, eu diria que pouca coisa, mas, emocionalmente... Como é diferente ser romântico com o passar do tempo... Rimos de algumas passagens que chorávamos em outro tempo, e choramos copiosamente em trechos que ousávamos chamar de piegas. Simples assim. Britten é diferente. Peça sacra na essência, o Rejoice in the Lamb não tem valor como peça funcional. Situa-se, claramente, como obra musical para sala de concerto. Evocativa, cheia de exaltações, mostra como um poeta se mostra fiel a Deus através da observação e descrição de sua obra, de sua construção. O texto, numa primeira leitura, afirma a condição maníaca religiosa do escritor, mas que nos encanta, sobretudo, por causa da leitura, e seleção de textos, feita pelo músico inglês. Estamos prontos e concentrados. Um concerto dedicado ao amor (humano) e ao amor (a Deus).